Todos dizem saber a verdade

São 21h30 e está chovendo muito na minha cidade. Eu estou em casa a três dias por causa da chuva. Nem minha cadela tem passeado, e isso é muito estressante para nós duas.


Eu acabei de ter um daqueles momentos de cansaço que, nem mesmo de olhos fechados, os pensamentos param de vir e atormentar.. Me dei conta que o famoso “estresse do dia-a-dia” me pegou de jeito e conseguiu me derrubar. 


Não estou conseguindo nem construir uma frase lúcida o suficiente que consiga me ajudar a expressar a bagunça que está aqui dentro, tamanha é a falta de “seja lá o que for” que o estresse me tirou.


Você, que está lendo isso e chegou até aqui, pode não estar “mal” o suficiente pra não conseguir nem levantar pra tomar o café da manhã, ou olhar o celular pra verificar as notificações que não param de chegar nem por um instante.


Você pode ter passado por isso, estar nisso ou irá passar por isso. a grande verdade é que isso irá acontecer, mais cedo ou mais tarde.


Pra mim, a grande questão aqui é que, quanto mais eu tento resolver as coisas aqui mais eu bagunço tudo. Quanto mais eu trabalho no blog, mais eu vejo detalhes que precisam ser concertados, mudados.. Quantos mais eu me preocupo, mais preocupada eu fico! Meio óbvio, mas incoerente.

Deveria ser o contrário disso…


Sei que, num momento de epifania, eu simplesmente peguei meu violão, deitei com ele no meu colo e, com o meu coração, eu consegui sentir cada nota tocada ressoar por todo o meu corpo e me dei conta de que, mesmo quando essa nuvem negra parece ter se instalado como uma tempestade sem fim sobre a minha cabeça, Jesus não parou de ser o sol que brilha desde a eternidade, a estrela da manhã que dissipa as trevas.


Mais importante que isso: mesmo que a solidão não me permita enxergar as coisas que Ele sempre diz sobre mim, elas não deixam de ser verdade, e uma hora ou outra elas irão acontecer, irão chegar, irão sorrir.

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