Fotografia – Início, meio e suposto fim.

No post de hoje quero compartilhar com você a minha experiência com a fotografia, como ela entrou na minha vida, como ela me ajudou a me conectar mais com as pessoas e qual a razão de eu não querer mais ser fotógrafa profissional.

Preciso começar te dizendo que eu nunca quis ser fotógrafa, nunca sonhei com isso, nunca almejei isso, mas acho muito divertido fotografar, como um hobby.

Maristela Souza segurando uma câmera semiprofissional com as duas mãos em frente ao próprio rosto.
Um ano atrás quando ganhei uma lente 50mm

Hoje a fotografia faz parte do meu dia-a-dia, mas não era assim há dois anos.

Quando comecei a gravar minhas músicas autorais para o youtube, eu usava um celular bem velhinho e precário. Eu comecei a gravar por causa de uma música muito específica, essa aqui (Vem com mais de Ti).

Depois disso vieram mais algumas músicas, algumas tentativas de vídeos falados, mas a qualidade estava baixa demais e isso estava me incomodando bastante.

Tentativa frustrada de tentar gravar um vídeo falado.

Foi então que eu fui atrás de uma câmera semiprofissional pra gravar meus vídeos, mas eu precisava aprender a usar essa câmera, eu tinha que aprender sobre luz e mais algumas coisas que eu não esperava nem um pouco.

Eu procurei um fotógrafo da cidade onde eu morava e ele me indicou uns vídeos no YouTube pra eu aprender mais sobre a câmera, acabou que eu estava fazendo vários cursos de fotografia e chamando as amigas pra serem minhas modelos e eu aprendi a fotografar.

Por um bom tempo eu passei a fotografar mais do que qualquer outra coisa. Passava horas analisando fotos de terceiros, programando meus ensaios, editando fotos e comprei mais alguns equipamentos pra me ajudar nas minhas fotos.

A fotografia me encantou e me conectou.

Eu pedia para as minhas amigas pra fotografá-las e elas sempre me diziam que não se achavam bonitas pra isso. Quase 100% das pessoas que eu fotografei gratuitamente me disseram isso…

As pessoas estão tão acostumadas a se julgar e a diminuir o que realmente são que, quando aparece a oportunidade de serem vistas por outros olhos, que vêm a sua beleza, elas se apavoram!

Todo início de ensaio sempre tem foto ruim, sempre! Mas do meio para o  final as melhores fotos vão surgindo e isso é incrível, pois as pessoas vão desabrochando e curtindo também.

Festa de Formatura do 3º do colégio SABER em Bertioga – SP

No final elas acham super divertido e não querem que o ensaio acabe.

O que me encantou na fotografia foi a capacidade que ela me deu de revelar, trazer a tona a beleza de muitas pessoas que não se achavam bonitas ou que eram tímidas demais.

Eu tive a oportunidade de fotografar desde crianças até modelos e todas elas tinham inseguranças diante da câmera, mas com amor e cuidado eu pude ajudá-los a deixar essa insegurança de lado.

O dia-a-dia de todos é difícil e cheio de dores e desafios. Poder ser capaz de trazer um pouco de alegria a essas pessoas mostrando pra elas os seus melhores ângulos, luz que favorece e como a beleza de dentro pode e deve ser externada ainda enche meu coração de alegria e é uma coisa que me ensinou que todos têm uma beleza única, singular.

O sorriso faz o trabalho valer a pena, e digo isso sem querer ser clichê.

Tive clientes chatos também.

Tive cliente que desvalorizou meu trabalho, pagou pouco e ainda fez pouco caso das minhas fotos. (Quando a gente tá no começo e aceita qualquer coisa porque precisa, isso acontece.)

Isso não diminuiu a diversão do trabalho, mas foi me cansando. Eu não queria ser fotógrafa pra começo de conversa, eu me tornei e muito por acaso.

Eu não quero mais ser fotógrafa…

O que eu queria mesmo era escrever, cantar, gravar meus vídeos e essas coisas foram ficando de lado… Eu comecei a me cansar da fotografia e fui pegando cada vez menos clientes até não pegar mais nenhum.

A fotografia é uma coisa realmente maravilhosa que pode causar um bem absurdo na vida de muita gente, mas nunca me realizou ou me fez feliz por muito tempo.

No momento do ensaio, ou até mesmo quando eu faço as fotos pro blog e pro instagram eu me sinto mergulhada em algo que não consigo explicar. Consigo expressar o que quero e sinto através do que vejo e você consegue ver isso nas minhas fotos, mas é um sentimento que passa quando eu coloco as fotos no ar.

Não tô dizendo que a fotografia é ruim pra mim, tô dizendo que ela não é mais a coisa principal na minha vida.

Hoje eu não sou mais fotógrafa profissional com vários clientes por semana simplesmente por que tem mais coisas acontecendo na minha vida (como a minha mudança pra Europa que falei sobre nesse vídeo aqui).

Ainda vou continuar registrando tudo o que vejo por aí, vou continuar fotografando pessoas que cruzam meu caminho e lugares por onde irei passar, mas não mais com a obrigação de TER que entregar um trabalho dentro de um prazo pra um cliente.

Capa do vídeo Guerra e Paz – música autoral https://www.youtube.com/watch?v=2bHodcdSMeo

Fotografia pra mim é amor, um amor muito bem correspondido quando eu faço direito.

Através dela eu aprendi muito sobre as pessoas, sobre mim e sobre a vida.

A lição mais importante que eu aprendi foi que TUDO, realmente TUDO tem uma beleza singular.

Até aquela lata de lixo fedorenta pode ser bonita de acordo com a luz e o ângulo.

Pra ver a beleza da vida, principalmente nos dias mais feios, você precisa achar o melhor ângulo, pois ele existe.

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